De volta à rodoviária: cai o número de passageiros de avião

Por Fernando Brito, Tijolaço

Em 2016, sete milhões e meio de pessoas deixaram de tomar um avião para suas viagens, se comparado ao total de passageiros.

Só em dezembro, meio milhão a menos, contra o mesmo mês de 2016, nos dados da Anac.

Incólumes, mesmo, só escaparam os voos mais caros, os internacionais.

A “democracia aérea” também levou um golpe, mas, como na política, isso não quer dizer que os que reclamavam da perda de “glamour nos aeroportos pudessem ter de de volta seu “good times”.

Ao contrário, com menos passageiros, o equilíbrio financeiro dos aeroportos modernizados fica comprometido.

Assim como a oferta de voos, menor e com aviões mais cheios.

Os números da Anac, disponíveis aqui e que reproduzo na ilustração voltam a linha do “voar é para poucos”.

O transporte aéreo jamais voltará aos tempos do “chiquê”.

A Folha publica que a Delta e a American Airlines estão criando uma “subclass”, com preços entre US$ 7 e US$ 18 menores. Em compensação, sua “mala” só pode ser um pacote que caiba embaixo do assento. E se tiver rodinhas – viva a terceira idade! – para a mais também.

Vai sendo criado aquele passageiro que o Millôr Fernandes chamou de “VIP”. Um VIP diferente: Very Insignificant Poor.

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