A obtusidade fascista faz da política crime e do povo um perigo

por Fernando Brito, Tijolaço

O Globo noticia que um certo senhor Marcos Queiroga, procurador regional eleitoral do MPF na Paraíba, está mandando a Brasília “elementos” para uma ação por crime eleitoral contra Lula, por causa do ato que reuniu, domingo passado, uma multidão na cidade de Monteiro, para celebrar a transposição das águas do São Francisco.

Este rapaz, que tem o poder que a democracia lhe deu, com a autonomia que o MP passou a ter, abriu uma investigação, dia 22, à conta da “notícia de fato” que a mídia de direita publicou sobre “gastos” com o ato, mostrando grades instaladas pela PM. Despesa pública para proteger manifestantes devem ser ilegais, legal mesmo é só bomba, gás e porrete.

E, claro, para pagar os altos salários de quem se  arroga dono do “estes podem, estes não podem”…

O povo só vai espontaneamente na festa do pato da Paulista, na Paraíba só “comprado”, não é?

Essa gente que se adonou da liberdade, que se arroga fiscal e juiz da livre manifestação, que criminaliza a política naquilo que ela tem de mais limpo, a manifestação popular, merece o desprezo de todos aqueles que, ao contrário do Doutor Queiroga, já amargaram as trevas da ditadura.

O MP não é dono da liberdade e não tem o direito de cercear o desejo de quem quer que deseje ver alguém na presidência, seja ele quem for, pelo voto.

Até porque é dócil, manso, suave com quem chega lá pelo golpe.

Não, os “gravatinhas” de R$ 30 mil por mês não podem ser os novos coronéis, não são os donos do que pode e do que não pode  o povo do sertão.

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