Ainda liderando: cada pesquisa pós-condenação deixará mais explícito por que Moro persegue Lula

por Kiko Nogueira, DCM
A cada nova pesquisa, vai ficar cada vez mais claro por que Lula tem de ser impedido no tapetão de disputar as eleições de 2018.

Sergio Moro é a grande esperança branca para barrar a caminhada do ex-presidente.

Moro já foi longe demais e, como disse o próprio Lula em sua depoimento ao juiz, não pode mais recuar e deve cumprir o script dado pela Globo.

No primeiro levantamento depois da condenação a 9 anos e meio de prisão na Lava Jato, feito pelo Instituto Paraná, ele lidera em todos os cenários.

Num primeiro, Lula tem 25,8% da preferência dos eleitores, seguido pelo deputado Jair Bolsonaro (18,7%) e por João Dória (12,3%).

Joaquim Barbosa aparece com 8,7%, Marina Silva com 7,1% e Ciro Gomes com 4,5%.

Em outro cenário, em que aparece Geraldo Alckmin, Lula tem 26,1%, Bolsonaro 20,8%, Joaquim Barbosa 9,8% e o governador de São Paulo 7,3%.

Nas simulações de segundo turno, Lula também sai vencedor com 38,7%, seguido de Bolsonaro, com 32,3%. Contra Doria, seria 38,5% a 32,2% para Lula. Contra Alckmin, 39% a 26,9%.

A tábua de salvação era a rejeição. A de Lula aumentou — bem como a de seus concorrentes (veja o quadro abaixo).

Movido pela vaidade e pela farsa em que passou a acreditar — o poeta é um fingidor, finge tão completamente que finge ser sua a dor que deveras sente —, Sergio Moro vai continuar como o principal adversário de Lula para 2018.

O justo seria ele sair do púlpito e ir para a disputa nas urnas com seu inimigo, de igual para igual.

Afinal, eis o magistrado do cidadão de bem, cujo semblante aparece em estandartes de 10 entre 9 protestos fascistas, aclamado pela direita.

Mas não se trata de justiça e todo brasileiro sabe disso. Daqui em diante, cada pesquisa vai explicitar isso como um filme pornô.

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