Além de Careca, Serra era também o Vizinho e recebeu propina de R$ 4,6 milhões

A liberação do conteúdo das delações da Odebrecht revelou que a participação do senador José Serra (PSDB-SP) nos esquemas de corrupção da empreiteira era ainda maior do que se pensava; além do apelido “Careca”, Serra também aparece como o “Vizinho” na famosa lista de propinas da empresa; segundo delação do ex-superintendente na Odebrecht Infraestrutura Fábio Gandolfo, a Odebrecht teria feito pagamentos a Serra no valor de 3% do contrato das obras de extensão da Linha 2 (Verde) do Metrô; Serra era batizado na empresa como “Vizinho”, por morar perto do então presidente da Odebrecht Pedro Novis; Gandolfo identificou R$ 4,670 milhões para o “Vizinho”

por Brasil 247

Mais um esquema de corrupção para a conta do senador José Serra (PSDB).

A Odebrecht teria feito pagamentos ao ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) no valor de 3% do contrato das obras de extensão da Linha 2 (Verde) do Metrô, segundo delação do ex-superintendente na Odebrecht Infraestrutura Fábio Gandolfo, diretor do contrato. O pagamento não era feito por ele. “Eu só programava”. O pedido veio do então executivo da Odebrecht Romildo dos Santos Filho. Serra era batizado na empresa como “Vizinho”, por morar perto do então presidente da Odebrecht Pedro Novis. Gandolfo identificou R$ 4,670 milhões para o “Vizinho”.

As informações são de reportagem de Fernanda Pires no Valor.

“Os pagamentos não seriam regulares, mas quando “necessário”.

‘Em 2004 teve pagamento’, lembra, citando o ano em que Serra foi eleito prefeito de São Paulo.

A Odebrecht teria feito pagamentos também para Luiz Carlos David, ex-presidente do Metrô, e a outros funcionários da empresa. No fim de 2003, um pouco antes de as obras começarem, David disse que precisava do apoio da empresa ‘para apoio político’. A contribuição era uma forma de evitar que os deputados estaduais fizessem pressão, já que o contrato, assinado nos anos 1990, ficara anos em ‘stand by’. A ordem de serviço não era dada porque São Paulo estava sem dinheiro para pagar o serviço.

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Os percentuais eram de 4% a 5% do valor do contrato.”

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