Alta do dólar segue arrasando Argentina. E não será só lá…

por Fernando Brito, Tijolaço

Não acredite que foi a pesquisa eleitoral que mostrou a resistência da liderança de Lula, o fortalecimento de Ciro Gomes e o agravamento da anemia de votos de Geraldo Alckmin o que provocou nova alta do dólar.

O movimento de fuga do risco se generalizou no mercado financeiro e deve acentuar-se ainda mais até o dia 12 de junho, quando haverá a reunião em que o Federal Reserve decidirá se faz novo aumento na taxa de juros do Tesouro norte-americano.

O peso argentino, hoje, levou um tombo de 7% em relação a sexta-feira, quando já caía pelas tabelas, obrigando o BC hermano a oferecer nada menos de 5 bilhões de dólares ao mercado.

No cenário político internacional não há nada para tranquilizar e ninguém espere que as coisas se distensionem com massacres como o de 52 palestinos  que protestavam contra a transferência da embaixada norte-americana em Israel para Jerusalém, cidade de maioria árabe.

Há poucas dúvidas de que os conflitos armados no médio Oriente vão se intensificar, como a mudança do centro do que chamam de “Eixo do Mal” da Coreia do Norte para o Irã.

Isso está claro na alta continuada dos preços do petróleo.

Não é à toa que a macrista María Eugenia Vidal, governadora da província de Buenos Aires e provável candidata governista a Presidente declarou ao Clarín, propositadamente sem tradução, para que fique mais expressivo:

-Este país estaba fundido y es difícil salir a decir que nos presten estando fundidos.

“Nosotros también”, governadora.

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