Barroso: Impeachment de Dilma “gerou uma sociedade que guarda cicatriz e ainda está dividida”

Do Extra:

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que a tirou do cargo no ano passado, deixou uma cicatriz na sociedade brasileira. Dilma perdeu o posto, mas manteve os direitos políticos preservados, o que levou a questionamentos no STF. O tribunal, porém, não alterou a decisão do Senado que autoriza Dilma a ocupar postos públicos e a disputar eleições.

— Independente de qualquer juízo de mérito sobre justiça ou não da decisão parlamentar, o STF não interveio nessa deliberação um pouco pela crença de que, num país dividido politicamente, não caberia a ele fazer escolhas políticas. Esse foi o processo que tivemos aqui e que gerou, como qualquer observador atento perceberá, uma sociedade que guarda essa cicatriz e ainda está dividida em torno desse procedimento — afirmou Barroso durante a conferência “Papel das Supremas Cortes, Legitimidade Democrática e Direitos Fundamentais”, realizada no STF.

Foi o próprio STF que, em julgamento realizado em dezembro de 2015, que definiu as regras a serem seguidas pelo Congresso no processo de impeachment. Em maio de 2016, Dilma foi afastada temporariamente do cargo, levando o vice Michel Temer a se tornar presidente interino. Em agosto, foi definitivamente removida da presidência.

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