Cimento: o Brasil que não constrói só produz 50% do que poderia

Por Fernando Brito, Tijolaço

A excelente Maria Cristina Frias hoje, na Folha, dá uma ideia mais ampla daquilo que se registrou aqui com o fechamento da fábrica de cimento na cidade de Fronteiras, no Piauí, e a demissão de todos os seus trabalhadores.

Ela conta que as empresas de cimento devem terminar o ano com 50% de capacidade ociosa e mostra que as vendas anuais de cimento, de março de 2016 para cá, caíram seis milhões de toneladas.

Fui procurar comparações, para dar ideia ao leitor sobre o que isso representa em termos do que se deixou de construir no país.

Equivale, aproximadamente, a 50 pontes Rio-Niterói, que quase todo mundo conhece, com seus 14 quilômetros de monumental extensão.

Também num cálculo aproximado, o suficiente para construir 1,3 milhão de casas populares.

Agora some aos empregos, os outros materiais e acabamentos hidráulicos, elétricos e tudo o mais e você vai entender melhor o que é uma recessão num país carente como o Brasil, onde as coisas já não eram boas, ficaram ruins e não param de piorar.

Eu sinto muito quanto aos economistas, mas não me convencerei jamais que afundar ainda mais  um país e um  povo na pobreza seja o caminho de construir riqueza.

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