Contra pressão, Temer sanciona terceirização e põe fim à CLT

Ignorando o protesto de milhares de brasileiros nesta sexta-feira 31, que foram às ruas contra a reforma da Previdência e a Terceirização, Michel Temer sancionou o projeto sem salvaguardas aos trabalhadores, com apenas um veto, ao trecho que permitia que o trabalho temporário fosse prorrogado para até 270 dias; a previsão para que o texto fosse sancionado era daqui 15 dias, mas Temer se adiantou para fugir da pressão de parlamentares do próprio PMDB; o principal crítico da proposta era o líder do partido no Senado, Renan Calheiros; um grupo de senadores peemedebistas pediu também em carta para que o projeto não fosse aprovado

Brasil 247

Fugindo da pressão de parlamentares de seu próprio partido e com o intuito de atender o empresariado, Michel Temer sancionou nesta sexta-feira 31 o projeto de lei que libera a terceirização para qualquer atividade dentro de uma empresa.

Temer incluiu apenas três vetos à proposta: um que permitia a prorrogação do contrato de trabalho temporário para até 270 dias e outros dois relacionados a parágrafos que repetiam direitos já previstos na Constituição Federal.

Milhares de pessoas foram às ruas do País nesta sexta contra a reforma da Previdência e a Terceirização, numa prévia da greve geral anunciada para 28 de abril contra a retirada de direitos trabalhistas, e que já uniu centrais sindicais que sempre ficaram de lados opostos.

O principal crítico da proposta dentro do PMDB era o líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL). Um grupo de senadores peemedebistas pediu também a Temer, em carta, que o projeto não fosse aprovado.

Um projeto mais moderno e mais brando que o texto de 1998 que acaba de ser aprovado seria votado no Senado, mas após uma reunião com empresários e banqueiros, Temer decidiu que sancionaria o mais retrógrado.

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