Cunha recebeu propina da JBS por empresa ligada a ex-assessor de Temer

As provas entregues pelo empresário Joesley Batista em sua delação premiada complicam ainda mais Michel Temer; isso porque a empresa indicado por Eduardo Cunha para receber propinas da empresa, a Persoft Informática, tem entre seus sócios o filho de Sandro Mabel, que, até recentemente, era assessor especial de Temer, ocupando a mesma sala de Rodrigo Rocha Loures, o “homem da mala”; ao todo, a Persoft emitiu notas frias que somam R$ 2 milhões ,em 2014; logo depois do caso Rocha Loures, Mabel também pediu demissão do Palácio do Planalto, temendo ser o próximo assessor de Temer a entrar na mira da PF

Do Brasil 247

As provas entregues pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, em sua delação premiada complicam ainda mais Michel Temer (PMDB). As planilhas mostram que a empresa indicada pelo ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) para receber propinas da empresa, a Persoft Informática, tem entre seus sócios o filho de Sandro Mabel, que, até recentemente, era assessor especial de Temer, ocupando a mesma sala de Rodrigo Rocha Loures, o “homem da mala”.

A Persoft Informática, em 2014, que tem entre os sócios o filho de Mabel (Sandro Marques Scodro), recebeu quatro pagamentos (R$ 680 mil, R$ 420 mil, R$ 600 mil e R$ 300 mil) que somam R$ 2 milhões. Nas planilhas, ao lado do nome da Persoft, está entre parênteses as letras EC, iniciais de Eduardo Cunha. Joesley classificou Cunha como um político “incisivo” e “bom de briga”.

O empresário afirmou que Eduardo Cunha cobrava propinas sempre justificando a necessidade de pagar terceiros. “‘Eu preciso comprar outros deputados, em tese o dinheiro era sempre para uma terceira pessoa.”

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Sandro Mabel

O ex-deputado federal por Goiás Sandro Mabel atuou pesado no Congresso no golpe contra a presidente deposta Dilma Rousseff. Homem de confiança de Michel Temer, Mabel era uma espécie de “faz tudo” do peemedebista.

O jornal Valor Econômico revelou em novembro do ano passado que Mabel atuava livremente no Palácio do Planalto e no Congresso sem ter nomeação oficial. A dizia que Mabel, peemedebista histórico, costumava despachar até em gabinetes das lideranças do governo e do PMDB na Câmara. Até ministros ficavam surpresos com a desenvoltura e a funcionalidade do ex-deputado goiano.

Mabel foi designado, em ato de Temer, como “colaborador eventual” do governo – “função” criada por um decreto de 1967, que dá direito a uma sala no Palácio do Planalto, carro oficial, diárias, passagens e cartão corporativo, mas não a salário, pelo prazo de um ano, com direito a mais um de prorrogação.

Demissão

Em maio deste ano, alegando motivos familiares e de negócios, Mabel pediu exoneração do cargo de assessor especial de Michel Temer.
No mesmo mês, o Ministério Público Federal em Goiás requisitou à Polícia Federal a instauração de inquérito contra Sandro Mabel, para apurar supostos ilícitos ocorridos em 2010, envolvendo ex-executivos da construtora Odebrecht. Conforme investigação no âmbito da Operação Lava Jato, ex-executivos da construtora relataram pagamentos feitos, supostamente para doação de campanha, a Mabel, que à época concorria a uma vaga de deputado federal.

Confira, abaixo, algumas das planilhas entregues por Joesley Batista aos investigadores:

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