Delator: Temer negociou propina de R$ 126 milhões

Um dos principais executivos da Odebrecht, Marcio Faria, afirmou em sua delação premiada que Michel Temer participou de uma reunião em que foi acertada uma propina de US$ 40 milhões para o PMDB, em contrapartida a um contrato na Petrobras; o valor hoje equivale a R$ 126 milhões e o acerto teria ocorrido no escritório político de Temer, em São Paulo; em nota, o Palácio do Planalto afirmou que “Michel Temer jamais tratou de valores com o senhor Márcio Faria” e que “a narrativa divulgada hoje não corresponde aos fatos e está baseada em uma mentira absoluta”; procurador-geral Rodrigo Janot decidiu que Temer não pode ser investigado por atos anteriores ao atual mandato, conquistado por meio de um golpe parlamentar

Do Brasil 247

Um dos principais executivos da Odebrecht, Marcio Faria, afirmou em sua delação premiada que Michel Temer participou de uma reunião em que foi acertada uma propina de US$ 40 milhões, valor hoje equivalente a R$ 126 milhões, para o PMDB, em contrapartida a um contrato na Petrobras.

A reunião aconteceu no escritório político de Temer em São Paulo e tratou de um contrato de US$ 825 milhões para manutenção e segurança dos ativos da Petrobras no exterior.

O executivo afirmou que a reunião aconteceu no escritório político de Michel Temer, no bairro Alto de Pinheiros, em São Paulo, no dia 15 de julho de 2010, quando Temer ainda disputava o cargo de vice-presidente na chapa da então candidata Dilma Rousseff (PT). Além de Temer, teriam participado da reunião os então deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Em nota, Temer rebateu a acusação:

O presidente Michel Temer jamais tratou de valores com o senhor Márcio Faria. A narrativa divulgada hoje não corresponde aos fatos e está baseada em uma mentira absoluta. Nunca aconteceu encontro em que estivesse presente o ex-presidente da Câmara, Henrique Alves, com tais participantes.

O que realmente ocorreu foi que, em 2010, na cidade de São Paulo, Faria foi levado ao presidente pelo então deputado Eduardo Cunha. A conversa, rápida e superficial, não versou sobre valores ou contratos na Petrobras. E isso já foi esclarecido anteriormente, quando da divulgação dessa suposta reunião.

O presidente contesta de forma categórica qualquer envolvimento de seu nome em negócios escusos. Nunca atuou em defesa de interesses particulares na Petrobras, nem defendeu pagamento de valores indevidos a terceiros.”

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