Do juiz ao delator: “dos outros, o senhor não pode falar nada”

Por Fernando Brito, Tijolaço

Enquanto o juiz Sérgio Moro manda fuçarem até as gavetas do armário do ex-presidente Lula, , quando os personagens são outros, a Justiça age bem diferente.

Veja só este relato, em O  Globo, do depoimento – ou da tentativa de  depoimento –  de um dos diretores das empresas do Grupo Odebrecht, no TSE:

(…) no depoimento de Fernando Reis, ex-presidente da Odebrecht Ambiental, o empresário disse que tinha informações a prestar sobre as outras candidaturas presidenciais, que não apenas a chapa Dilma-Temer, mas não pode fazer o relato. O depoimento, neste momento, estava sendo conduzido pelo juiz auxiliar [Bruno ] c, pois o ministro Herman Benjamin, relator do processo, estava ausente.

“O senhor não pode falar nada”, disse o juiz auxiliar, segundo relato de uma fonte ao GLOBO, justificando que a peça principal em análise são as contas eleitorais de Dilma Rousseff e Michel Temer.

É realmente necessária muita hipocrisia para qie autoridades que estão “carecas” de saber como eram (e são) financiadas as campanhas políticas no Brasil e que compreendem perfeitamente que o julgamento tem impactos políticos que devem ser iguais para todos ajam desta maneira.

Se o depoimento é sigiloso (pausa para rir) qual é o problema de permitir que se fale e, apenas na hora da apreciação objetiva, seja considerado o que diz respeito diretamente ao processo?

Mas, como Sua Excelência e até meu filho de 12 anos sabem que vai tudo para os jornais do dia seguinte, manda-se fazer silêncio. Só pode vazar o que interessa que vaze…

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/doacoes-em-caixa-2-pela-odebrecht-em-2014-chegam-r-40-milhoes-21008204#ixzz4aInuFi94

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