Emenda é pequeno passo para diretas. A caminhada é na rua

Por Fernando Brito, Tijolaço

A aprovação, na Comissão de Constituição de Justiça do Senado da proposta que estabelece  eleições diretas no caso de vacância dos cargos de presidente e vice é, claro, muito positiva, mas está longe de ser a chave política para o restabelecimento de um poder legítimo no Brasil.

Politicamente, tal como aconteceu com a Emenda Dante de Oliveira, só existirá se a maciça vontade do povo brasileiro (90,6% a favor, como registrou uma pesquisa – converter-se em mobilização, com aconteceu naquele já longínquo 1984, com a campanha das Diretas-já.

A pressão popular sobre o Congresso, se existir, é algo tão forte que, naquela ocasião, proibiu-se a transmissão da votação (até mesmo a radiofônica, recordo que a fizemos, no Rio, com telefone fixo e alto-falantes).

O mais importante, hoje, foi a falta de disposição da bancada governista em exibir-se defendendo eleições indiretas, mesmo que pudesse formar maioria.

Não que eles sejam dados a pudores, como demonstraram no espetáculo dantesco da votação do impeachment.

Mas, por rejeição das ruas, chegarão ao ponto de ter de se vergar aos eleitores.

Embora, como disse ontem o senhor Rodrigo Maia, eles gostem mesmo de servir ao “mercado”.

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