Excelências, perdão, mas só falta “partir pra porrada”

Por Fernando Brito, Tijolaço –

Lembra aquela coisa antiga do primário, de riscar uma linha no chão e dizer que quem pisasse ali estava xingando a mãe do outro?

Está assim o “barraco” das instituições brasileiras.

Noticia O Globo que o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, acusou – sem citar-lhe o nome por mera formalidade – o Ministro Gilmar Mendes, do STF, de sofrer de “disenteria verbal” e de “decrepitude moral”, numa reação – de moleque – à sugestão de Gilmar Mendes de que o Ministério Público era – numa atitude de moleque – responsável pelo vazamento de parte da lista de pedidos de investigação de citados nas delações da Odebrecht.

Não estou exagerando, confira:

— Não vi uma só palavra de quem teve uma disenteria verbal a se pronunciar sobre essa imputação do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal. Só posso atribuir tal ideia a mentes ociosas e dadas a devaneios. Mas, infelizmente, com meios para distorcer fatos e instrumentos legítimos de comunicação institucional — disse Janot em discurso de encerramento de encontro de procuradores regionais eleitorais na Escola Superior do Ministério Público.(…)

— Ainda assim, meus amigos, em projeção mental, alguns tentam nivelar todos a sua decrepitude moral e para isso acusam-nos de condutas que lhes são próprias, socorrendo-se, não raras vezes, da aparente intangibilidade proporcionada pela posição que ocupam no Estado — afirmou.

E, talvez para dar mais substância à “disenteria moral” ainda criticou os jantares e convescotes de que Mendes tem participado com o Presidente da República .

Esperamos que ambos não usem a toga como pano de chão para limpar aquilo que suas palavras espalham.

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