Folha descobre que Doria abandonou São Paulo para fazer campanha

“Cadê o prefeito?”, questiona a Folha de S.Paulo, em ampla reportagem sobre uma metrópole abandonada, cheia de buracos e com semáforos quebrados; a resposta é óbvia: João Doria, do PSDB, que se vende como João Trabalhador, abandonou o cargo e passou 30% de seu tempo viajando, fazendo campanha antecipada para a presidência da República; ontem, ele esteve em Natal (RN), onde foi escrachado, depois de receber uma ovada em Salvador (BA); na cara dura, Doria disse que pode administrar São Paulo à distância; ou seja: a maior cidade do Brasil tem um “prefake”, também chamado de ViajanDoria

Do Brasil 247

A Folha de S.Paulo publica nesta quinta (17) uma longa reportagem sobre o abandono de São Paulo por parte do prefeito, João Doria, que segue viajando pelo Brasil, em dias úteis, cumprindo agenda para se cacifar para tentar se lançar candidato à Presidência em 2018.

“Desde que assumiu o cargo, há quase oito meses, Doria não conseguiu mudar o cenário geral de semáforos quebrados, praças e parques com falhas de zeladoria e ruas e avenidas esburacadas.

Nesta semana, ele reservou dois dias para agendas em outros Estados, o que ajuda a projetar seu nome no cenário nacional com vistas à eleição do ano que vem.

Doria trava disputa silenciosa com o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), seu padrinho político.

Na segunda, enquanto o tucano visitava Palmas, e nesta quarta-feira (17), quando esteve em Natal (RN), a Folha acompanhou a rotina da capital e ouviu moradores afetados por uma série de problemas. Em linhas gerais, ao serem informados sobre as viagens do tucano, eles cobraram um Doria prefeito e ‘gestor da cidade.’

Pesquisa Datafolha realizada em abril mostrou que a maioria dos moradores (55%) da cidade rejeitava a possibilidade de o prefeito deixar o cargo no ano que vem para ser candidato a governador ou a presidente.

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Por isso, ainda na segunda-feira à noite, diante de cobranças nas redes sociais, ele publicou um vídeo para dar explicações sobre a agenda lotada em Palmas. Ele diz ter viajado a fim de buscar exemplos para São Paulo na área de educação, bancando as viagens do seu próprio bolso.

Na mensagem, ele mostrou seu smartphone e disse ser possível comandar a maior cidade do país a distância.”

Para o cientista político Marco Antonio Teixeira, da FGV, a imagem dele pode ser afetada com essas viagens.”

As informações são de reportagem de Artur Rodrigues e Giba Bergamin da Folha de S.Paulo.

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