Indiretamente, Aécio sinaliza conta de Andrea no exterior

Por Fernando Brito, Tijolaço

Uma frase chama a atenção no pedido de Aécio Neves-  entregue hoje ao STF – para obter acesso ao depoimento do ex-executivo da Odebrecht  Benedito Júnior,  no qual, segundo a Veja, estaria a acusação de que sua irmã, Andrea Neves, teria recebido propinas numa conta em Nova York.

Aécio diz que sua irmã “nunca se utilizou de qualquer conta bancária em agência localizada nos Estados Unidos para recebimento de valores espúrios“, registra o jornal Valor Econômico.

Perceba que ele não negou a existência de conta, mas apenas que nela tenham sido recebidos valores espúrios. Conta, aliás, em tese sem razão de ser, por sua irmã vivia e vive no Brasil e ocupava funções no Governo de Minas. Embora não seja ilegal, por que ter uma conta no exterior?

O caso começa a parecer com o início da revelação dos malfeitos de Eduardo Cunha, com a conta não declarada na Suíça.

Bem faria a D. Andrea, que vai chorar nas redes sociais, em esclarecer espontaneamente, se tem ou não conta, com que valores e abastecida de que forma.

Aécio está sendo recebido pelo relator do processo, Ministro Edson Fachin, mas é improvável que tenha acesso ao depoimento, pelo precedente que abriria para todos os que foram publicamente citados e que, até agora, não puderam ter  conhecimento exato do que é alegado contra eles.

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