Maia só falta propor o voto censitário: se o mercado manda, votam empresas

por Fernando Brito, Tijolaço

Rodrigo Maia deixou claro hoje a quem servem os deputados brasileiros. Registra o Valor:

“A agenda da Câmara, em sintonia com a do presidente Michel Temer, tem como foco o mercado, o setor privado”, afirmou Maia, ao discursar no Fórum de Investimentos Brasil 2017, em São Paulo. Em seguida, Maia repetiu que a “Câmara vai manter a defesa da agenda do mercado”.

Pode ler a matéria inteira, não vai encontrar uma palavra sobre a crise social, os 14,2 milhões de desempregados, os desafios de inclusão e do atraso social que este país tem de vencer.

O “Pimpão” do “Angorá” só tem os olhos nos homens do dinheiro, como seu neo-paipai Michel Temer.

Ele [Maia]destacou que Temer garante “uma estabilidade muito maior” no Congresso para aprovar as reformas e notou que o Brasil “não precisa de novas mudanças” no comando do país. “O Brasil não precisa de novas mudanças na Presidência da República, Com o presidente [Temer], se garante uma estabilidade muito maior”, sustentou, acrescentando que seria mais fácil aprovar as reformas com Temer na direção do país.

Ou seja, é mais fácil enfiar goela abaixo do povo brasileiro o que ele repudia, mas é interesse patronal com este molambo na Presidência, porque dele só o que se discute é quando será o enterro político.

Se o deputado Rodrigo Maia acha que os deputados devem se focar no mercado, quem sabe pudesse ter a coragem de dizer que é o mercado quem deve eleger os 513 que o focarão? Quem sabe não propõe uma reforma política onde as pessoas jurídicas votem, em lugar das pessoas físicas, onde o voto do megaempresário se iguala ao voto do pobre que não tem onde cair morto?

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Porque não fazemos algo como cada 100 mil reais de faturamento valer um voto? Os Batista, com seus bilhões, nem precisariam comprar, já teriam uns milhões de votos, sem comprar ninguém.

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