Malvada predileta-2: Monica diz que Dilma desconfiava dela. E mandou ela abrir e-mail “fake”?

por Fernando Brito, Tijolaço

No Estadão, a senhora Monica Moura, mulher do ex-marqueteiro João Santana, na sua vasta análise psicológica de Dilma Roussef, diz que ela “era uma presidente da República que não confiava em ninguém”, por conta de seu autoritarismo.

Ela abre uma exceção para seu marido, João Santana, que, destacou Mônica, “era diferente, já que a petista tinha confiança na capacidade do marqueteiro de “pensar””.

Perfeito, acreditemos na sinceridade da D. Monica.

Mas alguém pode me explicar por que Dilma teria, já que não confiava em ninguém, resalva feita a João Santana, porque diabos a então presidenta iria mandar, de corpo presente e em seu computador pessoal, que Mônica Moura criasse um e-mail “fake”, com uma senha  “engraçadinha” com o nome da mulher do general Costa e Silva e com a estrambótica ideia de que “rascunhos” poderiam ser lidos de outro computador sem passarem pela internet?

Moura diz que ““A Dilma não confia em ninguém e tem um problema grave: ela não confia na capacidade de ninguém. Ela acha que todo mundo é burro, é incapaz”.

A única possibilidade de esta história do e-mail fake ser como ela narra é Dilma estar certa e ter cometido o erro de ter feito isso com alguém que “é burro, é incapaz”.

Como a D. Monica, vê-se pelo espetáculo a que está se propondo, não é burra nem incapaz, sua história não fecha.

A história do e-mail é mirabolante e não tem como ser verdadeira, a menos que Dilma tivesse toda a razão em classifica-la como “burra e incapaz”.

E a D. Monica é, ai contrário, esperta que ela só.

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