Moro vê Brasil governado por gângsters e diz que não será candidato

Em evento na Joven Pan, o juiz Sérgio Moro comparou o Brasil de hoje à Geórgia de dez anos atrás, que, segundo ele, era governada por gângsters e disse que não será candidato em 2018; “Em 2006, a Geórgia, ex-integrante da União Soviética, era um país governado por gangsters. Ocupava a 79ª posição no ranking da Transparência Internacional. Agora está na posição 44. O Brasil, coincidentemente, está na mesma posição da Geórgia de dez anos atrás. Quem sabe daqui a dez anos mostremos o mesmo avanço da Geórgia”, declarou; Moro, no entanto, contribuiu para a derrubada da presidente legítima e honesta Dilma Rousseff, ao divulgar grampos ilegais, e para a ascensão de Michel Temer, denunciado por corrupção; o magistrado defendeu também o financiamento privado de campanha que foi criminalizado pela Lava Jato

Do Brasil 247

O juiz Sérgio Moro, da Lava Jato, comparou nesta terça-feira 15 o Brasil de hoje à Geórgia de dez anos atrás, que, segundo ele, era governada por gângsters, e disse que não será candidato em 2018.

“Em 2006, a Geórgia, ex-integrante da União Soviética, era um país governado por gângsters… Ocupava a 79ª posição no ranking da Transparência Internacional. Agora está na posição 44. O Brasil, coincidentemente, está na mesma posição da Geórgia de dez anos atrás. Quem sabe daqui a dez anos mostremos o mesmo avanço da Geórgia”, afirmou, em evento realizado pela Jovem Pan que debate a Justiça brasileira.

Sobre aparecer nas pesquisas eleitorais, declarou: “Eu já falei mais de uma vez: eu acho que as profissões políticas são das mais belas. Nós temos eventualmente imagens pejorativas por causa de escândalos de corrupção, mas temos bons políticos, é uma minoria que adere a práticas criminosas. Mas é preciso ter um perfil e eu não me vejo com esse perfil. Então reitero que não sou candidato e não serei candidato”.

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Vale lembrar que Moro contribuiu para a derrubada da presidente legítima e deposta Dilma Rousseff, ao divulgar grampos ilegais, e para a ascensão de Michel Temer, denunciado por corrupção.

Na entrevista, o magistrado defendeu também regras mais duras para o financiamento privado de campanha que foi criminalizado pela Lava Jato e criticou o financiamento público defendido por parlamentares na reforma política.

“Há uma tendência de quem está dentro do sistema de querer ficar dentro”, disse. “Com todo respeito ao nosso Parlamento, esta reforma política que está sendo pensada não é uma reforma”, completou.

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