O Brasil na mão de um bando que finge que a greve falhou enquanto faz jabá no Ratinho

por Kiko Nogueira, DCM

Faz sentido o ministro da Justiça Osmar Serraglio, indicação de Eduardo Cunha, se fazer de desentendido diante da greve geral.

Para Serraglio, que chamou líder de esquema descoberto na operação Carne Fraca de “grande chefe”, as manifestações foram “pífias” e não tiram “a expressão que se imaginava ter”.

Diz ele que “forçou-se até a situação quando se percebeu que os resultados não eram os imaginados”.

“Vimos provocações em alguns lugares, interdições em outros locais, mas aqueles movimentos que nós fizemos de milhões não aconteceu. Logo, nós iremos prosseguir com as reformas que estamos introduzindo”, falou.

Fazendo coro ao chefe, foi criativo: “A população sabe que precisamos tomar um remédio amargo para uma doença triste. É difícil, mas é necessário”.

A “população” a que Serraglio se refere são, provavelmente, os 4% de cidadãos que, segundo a última pesquisa Ipsos, acham o governo bom ou ótimo, mais a gangue.

Serraglio resumiu a gestão para a qual trabalha, formada por maganos que trabalham para si mesmos num Congresso costas para o povo.

O centro das capitais esvaziou como num domingo de janeiro, os transportes não funcionaram, lojas fecharam, escolas públicas e particulares não abriram. A casa de Michel recebeu a visita de milhares de brasileiros que não foram lá para cumprimentá-lo.

A quantidade de bocós que se dedicaram a tentar desmoralizar o movimento, como Rachel Sheherazade e os suspeitos de sempre, a campanha franca da Globo para criminalizar o ato depois de tentar ignorá-lo, as bravatas patéticas do prefeito João Doria — tudo isso atesta o tamanho da greve geral.

Segundo estudo da Fundação Getulio Vargas que mede o debate político baseado em menções a temas na internet, a hashtag #BrasilemGreve esteve entre os tópicos mais comentados mundialmente no Twitter.

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Teve mais repercussão na rede que os protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff em 2015 e 2016, relata o site Poder360. Trata-se do momento mais crítico para o governo Temer desde seu início, atesta a FGV.

Sim, houve depredações, piquetes e confrontos, mas era um protesto e não uma micareta de gente com camiseta da CBF dançando em volta de um pato amarelo e tirando selfie com a polícia, tendo o metrô franqueado e esfiha gratuita no Habib’s.

O cinismo de Serraglio e a covardia de Temer, que detonaram a paralisação, não surpreendem. É desespero.

O Brasil de 2017 é chefiado por uma escumalha que paga jabá no programa do Ratinho enquanto as ruas pegam fogo.

One comment

  1. Greve promovida pelos bandidos que quebraram o país e agora querem voltar ao poder para enterrar o país de vez! Greve promovida por sindicalistas pelegos desonestos que gastam o dinheiro do sindicato em residências luxuosas, carros de luxo e nem tem medo de tirar fotografias em entrevistas usando relógio rolex! Greve promovida por gente que ajudou a colocar 14.000.000 de brasileiros na rua da amargura sem emprêgo, inclusive provocou a demissão de vários na sexta-feira por que as empresas já estavam no limite e agora terão que demitir por causa dos prejuízos causados em um só dia! E finalmente greve promovida por gente que só prejudicou o trabalhador mais humildes tirando de muitos o sustento diário em subempregos ou atividades autonomas pela falta de transporte público! Morte aos esquerdopatas! Precisamos de um Pinochet que tenha a coragem de fuzilar em um só dia todos estes criminosos corruptos!

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