O dedo do Duda aponta para Skaf

por Fernando Brito, Tijolaço

Vai se descobrindo mais um capítulo do segredo de Polichinelo de que esta praga chamada “marqueteiro eleitoral”, que eleva em dezenas de milhões o custo das campanhas eleitorais e paga, por caixas as mais diversas, por empresas.

Agora, surge a delação premiada de Duda Mendonça, narrando as peripécias dos pagamentos feitos (e não feitos) pela Odebrecht para financiar a campanha de Paulo “Pato” Skaf ao Governo de São Paulo.

A história tem lances de filme de espionagem, com senhas, contrassenhas, fazendas na Bahia e outros “folclores”.

Duda estava como “favas contadas” para delatar algo de Lula mas, como se diz por aqui, “deu ruim”.

Assim, vai ficando claro que todos usaram recursos empresariais, parte registrados, em parte não registrados. Porque também o marqueteiro de Aécio, Paulo Vasconcellos, foi pago em parte pela mesma empreiteira.

É preciso dar um basta à hipocrisia, porque todo mundo sabe que as campanhas de propaganda (especialmente rádio e televisão) exigem gastos imensos de quem pense em se eleger.

Uma reforma política séria tem de atacar os programas de propaganda política, onde o essencial é que o candidato se comunique com a população se expondo, não escondido sob uma montanha de recursos cinematográficos e efeitos especiais.

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