O nome dele, agora, é Moreira?

por Fernando Brito, Tijolaço

“Pedra cantada” pelo Estadão, Moreira Franco tem tudo para ser o alvo seguinte das flechas de bambu de Rodrigo Janot.

Afinal, não só Moreira era o dirigente da Caixa que chefiava o setor pelo qual se interferia nos financiamentos investigados pelo Fundo de Investimentos  do FGTS como, segundo a delação de Fernando Cunha Reis, presidente da Odebrecht Ambiental por não estar sabendo fazer “direito” a coleta de recursos:

“Ele (Eduardo Cunha) me disse claramente que estava substituindo o senhor Moreira Franco pelo Fábio Cleto porque o FI (Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) era uma fonte importante para o partido e o senhor Moreira Franco não estava sabendo arrecadar para o PMDB a partir das operações do FI-FGTS”.

Se, de fato, Janot está escolhendo os alvos entre o estoque que tem, Moreira tem a vantagem adicional de imobilizar Rodrigo Maia, seu genro.

Ou isso, ao contrário, se tem razão Merval Pereira ao dizer que Maia já entrou na mira das soluções que facilitam a queda de Temer, pode servir para blindar, por algum tempo, o Angorá.

Não se sabe se os dois meses restantes de caneta são sucicientes para que Janot o deixe para depois.

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