O que é pior, Jucá: queimar pneu ou roubar?

por Fernando Brito, Tijolaço

Acaba de acontecer o impensável e atualizo apenas a abertura do post. O líder do governo, Romero Jucá, disse  que o relatório do senador Ricardo Ferraço – aprovando a reforma trabalhista, tal como veio da Câmara, “foi dado como lido”, mesmo não tendo sido dado como lido, pelo fato de a sessão não estar reaberta. Isso é inédito na história do Parlamento e, se não for anulado, vai levar a oposição ao STF.

Volto ao texto que tinha escrito:

A sessão da Comissão do Senado que analisa a reforma trabalhista está interrompida, porque o governo e o PSDB resolveram votar “na marra” o simples carimbamento da proposta aprovada na Câmara, para impedir que haja nova votação do projeto que retira direitos dos trabalhadores.

O senador e ex-ministro de Temer Romero Jucá, que disputa com Aécio Neves o “troféu” de ter mais processos por corrupção no Supremo disse que os governistas não vão ceder e provocou a oposição dizendo que “o próximo passo é queimar pneu aqui dentro” do Senado.

Evidente que ninguém quer chegar a isso, mas convenhamos que se pode dizer a ele que “ninguém vai roubar aqui dentro”, o que é muito mais grave que queimar pneu.

Todo mundo sabe que as entidades patronais estão financiando este projeto.

E que um governo moribundo quer aprovar de qualquer jeito, prometendo – quem confia? – apenas vetar algumas das “pérolas” enfiadas pela Câmara dos Deputados, como a que permite – acreditem! – que mulheres grávidas sejam colocadas para realizar trabalhos insalubres.

Se os trabalhadores tiverem de queimar pneus velhos para impedir o saque a direitosw que têm há 70 anos, que queimem.

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Não podem é permitir que bandidos no naipe de Jucá façam isso a gente honesta, trabalhadora, modesta e que não conspira contra o Brasil.

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