O que vão fazer de Temer?

por Fernando Brito, Tijolaço

O molambo presidencial, que se afoga muito mais rapidamente que o fez o cachorrinho de D. Marcela no lago, ao afundar no escândalo dos “pacotes” de dinheiro da Obebrecht entregues a José Yunes, seu amigo e assessor é a mais intrigante incógnita do processo eleitoral que, por enquanto, ainda temos.

Parece estar evidente que, na reta final da campanha, um terceira denúncia será apresentada contra o atual ocupante do Planalto e, mesmo sem votos a seu favor, é improvável que se consigam votos contrários a Temer suficiente para aprovar a abertura de um processo criminal contra ele.

O factóide da candidatura Temer, assim, vai se desmanchando e, a esta altura, não há hipótese de que ele consiga reunir senão os seus áulicos  nesta encenação.

Resta saber, como disse o tribuno Marco Túlio Cícero, citando um juiz romano: “Cui buono”, a quem beneficia?’

Ao PSDB, que ensaiava uma aproximação eleitoral com o governo, certamente que não.

Geraldo Alckmin corre o risco de, em breve, ser ultrapassado nas pesquisas pelo insólito Álvaro Dias, não por ascensão do ex-tucano paranaense, mas por minguar próprio.

Cada vez mais vai ficando distante a hipótese de tirar Jair Bolsonaro do segundo turno, mesmo sem base partidária ou tempo de televisão.

Se a esquerda não ficar agindo como criança birrenta, perdida em vaidades e avaliações de natureza comportamental, tem uma chance de ir para um enfrentamento em condições de vencer.

Mas é necessário que toda ela entende que a voz de comando pertence a Lula, a ninguém mais.

Porque é ele, e ninguém mais, que representa o sentimento do povão, sem o qual a esquerda é mera alegoria.

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