Otimismo na economia, sem base real, dura uma semana

Por Fernando Brito, Tijolaço

Se você acompanha as notícias e os comentaristas de economia, deve ter acompanhado os ensaios de “otimismo” da semana passada, que descartavam os dados terríveis da indústria, comércio e serviços divulgados pelo IBGE dizendo que eram coisa do “retrovisor”.

Só que não.

Hoje, a Fundação Getúlio Vargas divulgou a prévia de sua sondagem industrial de fevereiro e o resultado das expectativas do setor caiu, devolvendo parte da alta que registrara em dezembro. O número contraria o discurso da Confederação Nacional da Indústria e devolve à análise econômica – ou deveria devolver – a serenidade de ver que estamos distantes de poder afirmar que o pior já passou.

A injeção de recursos do FGTS, já se mostrou aqui, terá efeito mínimo sobre o consumo e se refletirá muito mais no sistema financeiro.

O crédito, mostra hoje o Valor ao revelar que o BNDES está “sentado” sobre um caixa de R$ 100 bilhões, parte porque ele retém operações e, parte maior ainda, porque faltam tomadores para linhas que visem a produção, porque a capacidade ociosa da indústria anda na casa de 25%.

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