Perez Esquivel, Leonardo Boff e a dignidade dos velhos que não se rendem

por Joaquim de Carvalho, DCM

Leonardo Boff, na foto tirada por Eduardo Mitysiak na frente da Superintendência da PF em Curitiba, era o retrato da esperança que não se rende.

Cabelos brancos, bengala, ele se postou ali à espera de outro ancião mundialmente conhecido, Adolfo Perez Esquivel, argentino que ganhou Prêmio Nobel da Paz.

Depois da espera, ambos entraram na superintendência e, algum tempo depois, saíram, sem conseguir o que queriam: visitar Lula.

Não puderem ir além de uma conversa com o superintendente da PF, que lhes teria explicado estar de braços amarrados.

Por uma decisão da juíza Carolina Moura Lebbos, ele não pode permitir a visita, que ainda tem caráter de inspeção do cárcere onde Lula está.

Na saída, ao lado de Boff, Perez Esquivel disse que não poderia fazer muitos comentários. Ele contou aos jornalistas que avisou ao superintendente que está voltando à Argentina amanhã.

“Espero que, humanitariamente, com sentido de justiça, me permitam encontrar com Lula”, disse Perez Esquivel.

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