Queda de Parente: o problema não acaba, a crise também não

por Fernando Brito, Tijolaço

A escolha do novo presidente da Petrobras é o próximo capítulo da novela do preço dos combustíveis, que teve seu primeiro clímax com a paralisação dos caminhoneiros. E que está longe de acabar.

Hoje, dificilmente sairá o nome do ocupante do cargo “definitivo”, seja por conta das disputas políticas – lembre-se que é Moreira Franco, Ministro das Minas e Energia, quem deverá formalizar a indicação do escolhido – seja pela dificuldade em encontrar algum nome capaz de dar ao “mercado” a ideia de que não se interferirá na política de preços.

Até porque é inevitável que se interfira.

Parente estava cercado e já previa que poderia sair, tanto que deixou “standby” o cargo de presidente da BRF, que estava à sua disposição.

Está claro que não existem mais objetivos de longo prazo e, neste momento, nada preocupa mais o Governo em evitar que se consume a reunião de elementos que exploda o único patrimônio que ainda lhe resiste: a taxa de inflação “civilizada” e, com ela, o nível da taxa de juros públicos.

Porque estes elementos, a começar pela sustentação do dólar acima do patamar de R$ 3,70, estão todos presentes e, agora, agravados pela elevação dos preços do setor que vinha segurando altas inflacionárias: o de alimentação.

Parente estava cercado e já previa que poderia sair, tanto que deixou “standby” o cargo de presidente da BRF, que estava à sua disposição.

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