Segue o “Supremo Barraco”: Gilmar reage a “calendário” de Jardim

por Fernando Brito, Tijolaço

Com sua usual diplomacia, Gilmar Mendes partiu, hoje, com as quatro patas para cima do novo Ministro da Justiça, Torquato Jardim, talvez para deixar claro a Michel Temer que é dele, e não de um “especialista em direito eleitoral com trânsito no TSE” que depende sua continuidade na Presidência.

Disse que o TSE ” não é um departamento do governo”, numa referência que a Folha publica, mas não percebe que é “diretamente indireta” resposta à entrevista do novo Ministro da Justiça, dois dias antes de ser indicado para o cargo, descrevendo em detalhas como deveria se dar o pedido de vistas do processo de cassação da chapa Dilma-Temer, para a qual ontem chamamos a atenção aqui.

Fala Gilmar ao jornal, hoje:

“Fontes do Palácio do Planalto ficam palpitando, dizendo à imprensa como os ministros do TSE vão votar, se vai ter pedido de vista, se não vai ter”.
“Isso me irrita profundamente. Eles não sabem absolutamente nada do que ocorre no tribunal. Não cuidam bem sequer de seu ofício. Se fizessem isso, não estariam metidos nessa imensa crise”.
“As fontes do Planalto são outro ramo das Organizações Tabajara, que é no que se transformou o Brasil”

Torquato Jardim, embora não vá atear fogo ao barco já ardente, não tem vocação de levar desaforo para casa. O fato de já ter sido, por oito anos, ministro do TSE talvez vá tentá-lo a jogar de igual com Gilmar, o que promete, porque Gilmar, cada vez mais, sente-se o pro-homem da República.

Gilmar não salvará Michel Temer se isso não for o melhor para ele e para o PSDB.

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Já Torquato Jardim apenas não salvará Temer. Ponto.

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