Tribunal restaura a lógica: suspensa a internação “gestapo” em São Paulo

por Fernando Brito, Tijolaço

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo restaurou a normalidade e revogou a estúpida liminar que permitia à Prefeitura de São Paulo internar à força dependentes químicos na capital paulista.

Felizmente durou pouco aquela decisão absurda, que começaria a ser implementada amanhã, com previsão de recolher compulsoriamente entre 80 e 100 pessoas.

Quem tem de decidir se é necessário internar alguém contra a vontade é médico, não marqueteiro.

Se meia dúzia de tratores e polícia resolvesse o problema do crack, já teria sido resolvido há tempos.

João Doria ultrapassou todos os limites de oportunismo político. Enquanto era fazer teatrinho de gari e xingar Lula, vá, é tipo de sua natureza.

Mas se servir daqueles pobres coitados, com a vida consumida pelo vício em drogas fatais, para fazer propaganda é o fim da picada.

Aliás, parabéns a Geraldo Alckmin por ter, como profissional de medicina, dito com todas as letras, que internação compulsória é medida extremíssima. E vaias para Fernando Henrique Cardoso, que tira onda defendendo a liberação da maconha, mas foi incapaz de levantar a voz contra a monstruosidade que se queria fazer contra aqueles que estão ali, perdidos, esperando não um par de algemas, mas um par de mãos que se lhes estenda.

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