Vai pra Miami, “coxinha” pró-Trump!

Por Altamiro Borges, Blog do Miro

Nas marchas golpistas pelo “Fora Dilma”, muitos “coxinhas” se fantasiaram de verde e amarelo – com as camisetas da ética CBF – fingindo um grande amor pelo Brasil. Este patriotismo, porém, era falso. Boa parte deles ama, de fato, os EUA – “a pátria da democracia”. Tanto que alguns até pediram – em inglês – uma nova intervenção do império contra a democracia brasileira – como ocorreu no golpe militar de 1964. No fundo, vários “coxinhas” sonham em viver em Miami. Na reta final das eleições ianques, alguns ainda mais tapados até fizeram um ato na Avenida Paulista em apoio a Donald Trump – num ataque misógino que comparou Hilary Clinton a Dilma Rousseff.

Mas na sua estupidez, típica dos “midiotas” adestrados pela imprensa com complexo de vira-latas, eles se deram mal. A vitória do fascistoide Donald Trump pode acabar com os seus sonhos. Dá até vontade de gritar “Vai pra Miami, coxinha otário, para ver o que é bom para tosse!”. Nesta semana, segundo a agência francesa de notícia AFP, a prefeitura daquela cidade, no Estado da Flórida, ordenou aos agentes públicos que ponham fim à reputação de “cidade-santuário” dos imigrantes. A ordem segue a determinação ditatorial do novo presidente ianque, que ameaçou cortar o repasse de recursos federais para as cidades que facilitarem o ingresso de estrangeiros.

A orientação serve principalmente às instituições penitenciárias de Miami. “De acordo com o porta-voz Michael Hernández, o prefeito republicano Carlos Giménez instruiu o Departamento Correcional ‘a honrar todas as solicitações de detenção de imigrantes recebidas pelo Departamento de Segurança Interna’. Giménez tenta, com isso, angariar a simpatia do presidente Trump, depois que ele determinou, na quarta-feira (25), o corte de verbas federais para as cerca de 300 ‘cidades-santuário’ do país que se negam a prender e a contribuir para a deportação de imigrantes em situação irregular”.

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Ainda segundo a AFP, “as maiores ‘cidades-santuário’ (Nova York, Los Angeles e San Francisco) prometeram resistir e continuar protegendo os imigrantes, mas o prefeito de Miami rejeitou o rótulo imposto pelo Departamento de Justiça no ano passado. Miami foi incluída na lista porque a polícia se negava – até esta quinta-feira – a prender esses imigrantes, a menos que Washington pagasse os custos de sua detenção. A decisão de Giménez foi comemorada pelo novo presidente americano: ‘O prefeito de Miami abandonou a política dos santuários. Boa decisão. Forte!’, escreveu Donald Trump em uma rede social”.

Sandra Coutinho e a xenofobia

O aumento da xenofobia nos EUA destrói o sonho de muitos “coxinhas” e acaba de vez com o mito dos EUA como “a pátria da democracia”. Na chamada “Era Trump”, o preconceito, o racismo e o ódio estão em alta e atingem indiscriminadamente pessoas de diversas origens. Na semana retrasada, a jornalista Sandra Coutinho, da Globonews, deu um relato sobre a situação de pânico dos brasileiros que vivem naquele país. Ela contou, ao vivo no programa “Em Pauta”, que seu filho, Gabriel, foi alvo de um ataque xenófobo em uma rua de Nova Iorque:

“Eu tenho de contar uma história pessoal, apesar de meu filho não querer que eu conte de jeito nenhum, que é a seguinte: anteontem, meu filho estava andando ouvindo música brasileira no fone de ouvido – está com mania de Seu Jorge, como eu – e uma pessoa parou ao lado dele e o olhou, incomodada. O sujeito simplesmente puxou o fone de ouvido dele, o empurrou e falou assim: ‘volta pro seu país, sua bicha’”. Ela terminou seu relato com a seguinte conclusão: “É a era Trump”.

Como lembra a própria revista Veja, em matéria postada em 14 de janeiro, “Sandra Coutinho foi promovida recentemente pela Globo. Sua promoção teria ocorrido após a sua participação numa entrevista coletiva de Barack Obama e Dilma Rousseff, em Nova York. A pergunta da jornalista foi: ‘O Brasil se vê como um ator global e liderança no cenário mundial, mas os EUA nos veem como uma potência regional. Como você concilia essas duas visões?’. Desde então, Coutinho tem aparecido com reportagens da cidade americana no Jornal Nacional, principal telejornal da emissora”.

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A Veja só esqueceu de registrar que, na ocasião, Barack Obama retrucou a serviçal da Globo, que agora é vítima de um caso familiar de xenofobia.

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