Vamos ter outro capítulo de seletividade?

Por Fernando Brito, Tijolaço

O Globo é o primeiro a confirmar nomes dos quase 300 procedimentos – 83 pedidos de inquérito e 211 baixas a outras instâncias – propostos hoje por Rodrigo Janot ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal.

Entre eles, claro, Lula e Dilma, sem os quais não interessaria a delação, mas com efeitos colaterais imensos.

Entre os nomes confirmados pelo jornal, os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Eunício Oliveira, e os ministros  da alcova do Planalto: Eliseu Padilha e Moreira Franco.

Além deles, o Ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, e das Cidades, Bruno Araújo.

E Aécio Neves, e José Serra, e Romero Jucá, e Lobão e Renan Calheiros.

Nomes, a rigor, já bem sabidos que estariam ali.

O “problema” é que não há aí nem 10% dos políticos que estão embolados com caixas 1, 2, 3 e “caixinhas”.

O problema é que, se atirarem correndo para baixo a investigação de quem não tem foro privilegiado e arrastarem a passos de cágado os que estão no Governo e no Congresso, só conseguirão “bolsonarizar” mais a direita e reforçar a percepção de perseguição a Lula.

Diz a Folha que o Governo já está preocupado com isso nas manifestações coxinhas do dia 26.

Vai ser difícil recolherem todos os demônios que liberaram de sua Caixa de Pandora.

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